Foste o que mais
intensamente
e mais angustiadamente
aflorou em minha vida.
Voaste como um pássaro,
de um dia a outro,
sempre a rondar
meu pensamento.
Feriste-me
como
adaga
que se insere no íntimo...
e a
própria tentativa de tirá-la
é a certeza da morte.
Levaste-me
ao horizonte
e ao abismo,
ao eterno e
ao mundano
à ternura e à agressão,
sem, no entanto, perceberes
as múltiplas faces
por ti demonstradas
em nosso fútil
relacionamento.
E aqui estou eu
a chorar o que não existe,
embora as lágrimas
não caiam mais...