Caminhada
 
Pouco a pouco
as forças me abandonam.
Parece que a distância aumenta,
a medida que conheço o caminho
que seguem teus passos.
Sinto-me fraca, sem condições
para vencer esta resistência;
Sinto-me insegura, sem oposição
ao mal que persegue
o meu ideal de vida, meu objetivo.
Tua voz, inflexível e formal,
relembra o nada
- ou o vazio.
O teu vulto eficaz integra o que
eu chamo de desarmonia entre
- sombra e luz.
Rego, diariamente, as flores do acaso
- do olhar profundo
para ver se encontro o carinho
que não podes dar
- ou que negas, consciente.
E, assim, vão os dias, as noites
- e eu!
 
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